Archive for the 'Monólogos' Category

Diga onde moras e te direi quem és

28/08/2006

De um tempo para cá, me peguei pensando em mudança. Mudança de endereço, procurar um lugar novo para viver. Quando comecei a pensar nisso para valer é que “caiu uma ficha”. Parece meio óbvio, mas para mim foi uma revelação.

O lugar onde moramos diz em boa parte quem somos nós. Não somente pelos atributos físicos da casa, pela proximidade de trabalho, comércio, escola, ou pelo valor financeiro. Mas principalmente por causa da vizinhança, da comunidade que existir em torno dela.

Uma das piores coisas que existe é morar em um lugar onde a gente não se identifica. Para viver bem precisamos ter alguma identidade com o lugar, com os vizinhos. Não que precisemos ser amigos de todos, muito pelo contrário. Mas porque é necessário que a comunidade reflita aquilo em que acreditamos.

Me peguei pensando nisso quando avaliei seriamente a hipótese de morar em um prédio em um bairro bem localizado, seja aqui em BH, seja em Uberlândia. Não consegui me imaginar morando em um lugar assim nem lá nem cá. Não consegui me imaginar interagindo com os vizinhos. O problema não é financeiro, mas cultural. Não é questão de ter mais ou menos cultura, mas de ter valores culturais diferentes. Principalmente, de conviver mesmo que superficialmente com pessoas que não compartilham valores parecidos com os seus.
Depois que pensei nisso, comecei a refletir mais seriamente sobre o lugar onde quero morar… e agora tenho certeza de que, estando no lugar mais certo, fica muito mais fácil atingir nossos sonhos e sermos felizes. Fica mais fácil desenvolver relacionamentos agradáveis e construtivos, e principalmente, fica mais fácil manter o foco em nossos sonhos e metas. Pena que esta seja a parte fácil… porque escolher o lugar certo ainda continua sendo muito difícil.

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30 dias

20/08/2006

Daqui a exatamente um mês, completo 40 anos. Engraçado pensar nisso. Envelhecer não é fácil pra ninguém. Quem me conhece talvez se surpreenda de me ver escrevendo sobre isso; não sou lá de dar muita bola, acho que faz parte. Mas não dá para ignorar o significado da data, do número redondo.

Hoje cedo vi o Adriano Falabella na TV, é uma cena meio flashback. O cara é certamente mais velho que eu, deve ter aí seus 45 anos, e continua lá, cabeludo e falando gíria, apresentando a “Enciclopédia do Rock”. Fico pensando, é legal envelhecer assim, ou é ridículo? Sei lá. O engraçado é que a gente não se sente envelhecendo. O corpo não mente, a barriga, os cabelos (seja ficando brancos, seja caindo) não nos deixam mentir.

A partir de amanhã, vamos ter contagem regressiva. Dia após dias, 30 dias para os “enta”. Espero chegar bem lá…