Google, Brasil Telecom, ou… tomando decisões com base em fatos

23/08/2006

Não, não basta usar o Google para buscar coisas na Web. As empresas que entenderem como Google funciona terão uma arma competitiva fortíssima à sua disposição. Dizem que o Google é uma empresa de engenharia de sistemas que se dispôs a resolver o problema, o que ela faz muito bem. Como uma empresa de engenharia, o Google inova e rompe paradigmas. O Google vem inovando dia a dia, e mostrando que há caminhos alternativos às práticas convencionais de mercado. Afinal, quem iria suspeitar há 6 ou 7 anos atrás que uma empresa que era capaz de montar um rack com placas de PC comuns, memória comprada a preço de liquidação e HDs que ninguém compraria para o filho poderia dar certo?

O Google também tem fama de ser uma empresa discreta com relação às suas realizações, que faz muito e fala pouco, o que alimenta a aura de mistério. O mais interessante é que no fundo, a grande inovação do Google não é tão espetacular assim, e pode até parecer antiquada. Trata-se de olhar os números, de fazer contas. É daí que vem o “bottom line”. E o Google sempre fez contas, motivo pelo qual muitas vezes pareceu ter ido na contramão de uma tendência, para depois sair por cima. E isso… não é tão complicado assim. O problema é que a maioria das pessoas se esquece de questionar e compra pronto aquilo que o mercado lhe apresenta – mesmo que não lhe sirva.
No Brasil, há um exemplo deste tipo de postura: a Brasil Telecom, que foi a única “grande operadora” que no meio do oba-oba do início do século XXI que decidiu ir na contramão, deixando propositadamente de cumprir as metas de universalização da Anatel (apesar de dizer o contrário no seu site!). Enquanto todas operadoras investiam milhões, primeiro para cumprir as metas, e depois em marketing para vender seus serviços de longa distância (o famoso “disque 12, 15, 21, 31″… e por aí vai), a BT ficou de fora… e se deu bem. Deixou de gastar uma fortuna – economizou. E hoje, todo mundo sabe que esse negócio de telefonia de longa distância é ilusão, ao ponto de várias empresas terem deixado de anunciar, e até mesmo de explorar o serviço. Foram visionários? Talvez. Em retrospecto, tudo é fácil. Mas será que não apenas uma questão de avaliar os números?

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